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| Nuvem de cinzas de vulcão na Islândia atrapalha o tráfego aéreo na Europa / AP |
Perigo
Elas contêm partículas que podem afetar o funcionamento das turbinas dos motores dos aviões
e absorvem facilmente água, o que pode causar curto-circuitos e estragar peças eletrônicas.
Especialistas dizem também que as cinzas, além de prejudicar a visibilidade, podem diminuir a estabilidade das aeronaves ao depositar-se sobre as asas.
As autoridades aéreas da Europa demonstram cautela para autorizar voos perto de erupções vulcânicas por causa de incidentes passados. Em 1982, um jumbo 747 da British Airways teve as quatro turbinas paralisadas após voar por uma coluna de fumaça vulcânica.
Um incidente quase igual ocorreu em 15 de dezembro de 1989, quando o voo 867 da KLM, que seguia de Amsterdã para Anchorage, no Alasca, voou por uma nuvem de fumaça da erupção do Monte Redoubt, fazendo com que os quatro motores parassem.
Depois que o avião saiu da nuvem, a tripulação conseguiu reiniciar o motor e fazer um pouso seguro em Anchorage, mas o avião ficou gravemente danificado.

Nem o Eurocontrol nem as autoridades de cada país deram um prazo concreto para o fim das restrições. A ministra de Transportes norueguesa, Magnhild Meltveit Kleppa, confirmou que seu espaço aéreo permanecerá fechado durante a sexta-feira.
As restrições prejudicaram milhares de passageiros em toda a Europa, incluindo no aeroporto com maior tráfego do continente, o de Heathrow, em Londres, que tem 1,3 mil voos diários.
Entre os prejudicados estão personalidades como o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, o príncipe Haakon da Noruega e o chanceler sueco, Carl Bildt, assim como membros da realeza europeia que tinham previsto ir a Copenhague para o aniversário da rainha Margrethe II.
Comentários de Israel Salazar e Iana Coimbra no Twitter:

Fonte Portal DT | ADT.



